O Estrangeiro, obra d'Os Gêmeos, Vale do Anhangabaú, SP | Foto: Henrique Boney, via Wikimedia Commons
O Estrangeiro, de Os Gêmeos | Vale do Anhangabaú, SP | Foto: Henrique Boney, via Wikimedia commons
Não dá para fazer um intercâmbio agora? Explore outras formas de ter uma vida mais internacional. Seja um cidadão do mundo sem sair do Brasil!

Em tempos de globalização, em que tudo está ao nosso alcance, não é difícil ser um cidadão do mundo. Basta ser curioso, aberto, flexível, tolerante e gostar do novo, do diferente. Afinal, ser cosmopolita é ter o mundo como a sua pátria, não se restringir às fronteiras geográficas, encontrar lugar em qualquer cultura ou modo de vida.

Essa definição é válida para todos, inclusive para você que nunca saiu daqui, não viajou, não estudou fora – e que talvez não venha a viver essa experiência – por não ter vontade, recursos ou porque ainda não está na sua hora de fazer isso.

Fato é que o mundo hoje está em todos os lugares. Na faculdade, no trabalho, em alguns bairros da sua cidade, na internet, na televisão… E podemos participar dessa vibrante rede internacional em nossa vida cotidiana.

Explico melhor. Não faz muito tempo, tirei férias e resolvi ficar aqui mesmo em São Paulo. Sou carioca e adepta da ideia de “mergulhar” na cidade onde vivo, compreender o que ela oferece e me sentir parte dela. Tracei um plano de visitar alguns bairros ao longo de uma semana. Mapeei o que eu queria ver a partir de referências bacanas que pesquisei na internet e fui ser turista. A gastronomia foi o meu guia inicial. Me levou a conhecer gente de todas as partes do mundo, suas comunidades, seus bairros. Falo de centenas de peruanos, bolivianos, coreanos, japoneses, árabes, chineses, italianos, portugueses e búlgaros, dentre muitos outros. Foi uma experiência realmente incrível, aqui mesmo. Tão rica e interessante quanto as minhas viagens ao exterior.

Em termos práticos, inúmeras ações podem levar você a ter essa vivência internacional no seu dia-a-dia. Basta ter disposição interna, vontade de desbravar o mundo ao seu redor e de se abrir para oportunidades. Veja aqui alguns exemplos para começar:

1. Explore a cidade onde mora. Mesmo que não seja um grande centro urbano certamente há pessoas que vieram de outras partes do mundo. Converse com elas, troque ideias, experimente o que elas cozinham. 

2. Receba estudantes estrangeiros que chegam em sua escola ou faculdade e ajude-os com assuntos práticos e sociais.

3. Hospede um intercambista – a AIESEC, a AFS  e o Rotary Club, dentre outros, oferecem esses programas.

4. Crie um International Student Office (escritório para recepção de estudantes internacionais) em sua faculdade.

5. Dedique-se a internacionalizar o seu trabalho e/ou seus estudos e produção acadêmica.

6. Seja voluntário em um escritório de um órgão internacional, em programas como o Embaixadores Universitários ou em eventos/feiras de educação internacional. Pesquise os sites das embaixadas e consulados, DAAD, British Council, Campus France, ONU e UNICEF. Entre em contato com eles para saber das disponibilidades.

7. Seja um voluntário em projetos de acolhimento de famílias de imigrantes e refugiados. A ADUS, a Missão Paz e o CDHIC – Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante são algumas opções.

Oportunidades não faltam. Se você gosta de conviver com diferentes culturas e formas de pensar, explore melhor o seu espaço cotidiano. Faça seu intercâmbio na sua própria cidade, transforme a sua vida em um caldeirão cultural. O que move o mundo e nos faz diferentes é a forma como a gente vive!

Esta matéria foi publicada pelo Blog da Tissen no Estadão Digital em 28/01/2016.

Obs. A obra O Estangeiro de Os Gêmeos (na foto) foi criada em 2009 no Vale do Anhangabaú em São Paulo e posteriormente apagada por decisão dos artistas. O prédio onde estava foi demolido.

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